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27/09/2008

Sapatinhos de princesa na Miu Miu

Mais uma vitrine inspiradora. Desta vez é a da Miu Miu, marca mais jovem da Prada, que desfila todo o seu charme coquete em Paris, em apresentação que já tradicionalmente encerra a temporada parisiense (no próximo dia 5 de outubro). As sapatilhas de princesa são para Cinderelas modernas, e nem precisam de salto para garantir o glamour cheio de paetês (tem a versão do sapato com salto também). É colocar um jeans, uma regata branca, prender o cabelo num rabo-de-cavalo displicente, passar um gloss transparante e sair linda pela rua de sapatinhos de cristal. Custa caro, mas neste caso, não é aconselhável buscar versões mais "amigas", a não ser que elas sejam muito bem feitas: imagine a metamorfose em uma fantasia de Carnaval que materiais de qualidade duvidosa podem provocar no modelito....Bem, ao preço: 390 euros o modelo baixo, da foto (na vitrine também tinha o de salto alto, por 590 euros).

Por Carolina Vasone | Vitrine

Seguranças de grife

Os seguranças dos desfiles de Milão costumam estar sempre bem vestidos, principalmente nas apresentações das grandes marcas, quando cada grife faz questão que eles usem os ternos da casa (na verdade é o chamado "costume", que é o paletó, a calça e a gravata, sem o colete, que é o que define o terno. Mas todo mundo chama costume de terno, então que fique o termo mais democrático) . No dia da Armani, na última segunda (22), o jovem e sorridente trio de seguranças, vistos também em vários outros desfiles.

Já na Dolce&Gabbana (25), talvez de longe a marca com o maior espírito de soberba da semana de moda italiana, o segurança guarda a porta com os mesmos ares de poucos amigos da grife, que repetiu na fachada do endereço do desfile o vidro preto e espelhado das suas lojas enormes distribuídas por Milão, cheias de vendedores de prontidão do lado de dentro, acompanhando atentamente cada olhadela de vitrine de quem passa do lado de fora.

 

 

Por Carolina Vasone | Para homens

Dia cinza em Milão

O tempo feio parece ter esperado os fashionistas debandarem para Paris para chegar de fato a Milão. Depois de dias ensolarados, com festival de pernas sem meia-calça à mostra (incluindo as editoras de moda: Anna Wintour, da Vogue América, e Carine Roitfeld, da francesa, a última com seu invejável e bronzeado par), o céu cinzento tomou conta do último dia de desfiles. Na imagem abaixo, uma pequena amostra, em foto tirada na rua Magenta, na região central da cidade, pela manhã.

 

Por Carolina Vasone
26/09/2008

Duomo, a terceira maior igreja do mundo

Milão não é como Paris, de ficar estarrecido a cada virada da "navette" em qualquer esquina (as "navettes" são os ônibus que levam os convidados de um desfile para o outro. Aqui também tem este serviço, mas são uns ônibus menores, e para conseguir aproveitar, tem que ser rápido: não pode nem pensar em tentar se enfiar num camarim depois do desfile). A capital da moda italiana, porém, também é cheia de charmes, alguns deles, de tirar o fôlego. Não, não se trata dos homens italianos. A grande atração deste post é a a igreja Duomo, que fica na Piazza del Duomo, talvez o principal ponto turístico da cidade. Ela é a terceira maior igreja do mundo, e demorou séculos, literalmente, para terminar de ser construída. O projeto começou em 1386 mas só foi totalmente finalizado no século 19, quando foi acabada a fachada. Em seguida, duas fotos, uma mais "romântica", feita ontem à noite, depois do desfile da Versace. A outra, durante o dia, bem no comecinho da semana de moda. Na primeira imagem, à esquerda, dá para ver a Galleria Vittorio Emanuele, onde fica a primeira loja da Prada (e o café da Gucci, e outros cafés e restaurantes...).

 

 

 

Por Carolina Vasone | Guarda Milano!

Bolsas

A Itália é famosa pela qualidade e pelo design de seus acessórios. Impossível não olhar para eles nas vitrines, nas pessoas passando nas ruas, nos desfiles. Abaixo, uma breve seleção de belas bolsas (esta obsessão feminina) expostas em lojas, principalmente na via della Spiga, uma das ruas com mais concentração de marcas fashion de Milão (o outro endereço imperdível é a famosa rua Montenapoleone, que fica ao lado).

A primeira é o modelo "Edie", da Dolce&Gabbana. Custa entre 480 e 530 euros (mais ou menos entre R$ 1300 e 1400).

A seguir, o modelo com renda da Prada. Por 1300 euros (!). Ou cerca de R$ 3500 (!!). Para quem pode, vale muito mais a pena comprar aqui do que no Brasil: além de sair mais barato (ou menos caro), dá para ver todos os modelos recentes que nem pensam em aterrisar nas lojas brasileiras, já que as multimarcas nunca têm a coleção completa.

Depois do susto, uma opção que acaba saindo mais barata que muita bolsa brasileira: olha que modelo simpático da grife italiana Roccobarocco, que desfilou no primeiro dia da semana de Milão. Custa 112 euros (cerca de R$ 300).

A bolsa Moschino, em marrom metalizado (em alta para o inverno daqui e para o nosso verão), tem um ótimo tamanho: nem carteira, muitas vezes pequena demais e não muito prática, nem maxibolsa, que depois de algumas horas pode começar a dar dor nas costas ou, dependendo do peso, deixar o braço todo marcado (no caso de quem carrega bolsa no braço, não no ombro). O modelo em questão custa 673 euros (cerca de R$ 1800).

 

Por Carolina Vasone | Vitrine
25/09/2008

Isabeli Fontana nos bastidores da Versace

O desfile da Versace fechou, em grande estilo, esta quinta (25) de fashion week em Milão. Como Gucci e Armani, foram duas apresentações, a primeira para a imprensa, a segunda para compradores. Zíperes, decotes, exagero, sensualidade e também novas formas para o "estilo Versace" apareceram na coleção. Enquanto o texto do que aconteceu na passarela (e um pouco do entorno dela também, claro) não fica pronto, um "tira-gosto" conseguido com muita paciência e chá de cadeira: Isabeli Fontana sendo preparada para o segundo desfile, e outras imagens do que acontece atrás das cortinas de uma das marcas mais icônicas da moda italiana.

Na foto abaixo, Isabeli ganha retoques na maquiagem e no cabelo do desfile, um rabo bem longo, preso enrolado num aplique de cabelo (ou no próprio cabelo da modelo).

Cada modelo tem seu espaço reservado com os looks que vestirá. Em cima, o nome de cada uma (este é o de Isabeli: ela usou estes três vestidos).

O desfile teve um festival de top models de várias nacionalidades. Aqui, algumas acabaram de ser vestidas para a segunda sessão de desfile.

Olha os acessórios que foram usados no desfile, como ficam organizados nos bastidores. Destaque para as bolsas duras estruturadas.

 

 

 

 

Por Carolina Vasone

Editora da Vogue Itália

A Franca Sozzani, a editora-chefe da Vogue Itália, considerada por muitos fashionistas a melhor Vogue entre todas as publicações pelo mundo, era uma das poucas convidadas da Prada que não vestiam preto quase que em todo o look. Ah, e ela também é loiríssima, raridade entre as editoras internacionais (Carine Roitfeld, da Vogue francesa, clareou o cabelo, mas não chega nem perto do platinado de Sozzani). Outra curiosidade sobre a toda-poderosa da moda italiana: a irmã dela, Carla Sozzani, é a dona da 10 Corso Como, galeria de fotos, café e loja com produtos importados, um dos lugares "sensação" de Milão.

 

Por Carolina Vasone

Bolsa para homem, sim senhor

Dando continuidade à seção "Para homem", inspirada no estilo de se vestir de muitos italianos, a bolsa masculina é o tema da vez. A do alinhadíssimo convidado do desfile da marca Brioni (muito interessante a coleção, por sinal. A grife só fazia moda masculina e há algumas coleções começou a linha feminina), que aconteceu ontem (24), usa um modelo da Gucci inspirador. Veja como não fica nem um pouco feminino o resultado, além de ser muito prático para levar carteira, celular e outros apetrechos. O resto da roupa ajuda: o terno muito bem cortado, a camisa Prada e a gravata, dando um toque moderno, propositalmente mais curta.

Por Carolina Vasone
24/09/2008

Alessandro Dell'Acqua encerra o dia

O desfile do italiano Alessandro Dell'Acqua encerrou, por volta das 20h30 (horário de Milão), o dia de desfiles. A apresentação aconteceu num dos endereços mais interessantes de desfiles até agora: na Visionnaire Design Gallery, um showroom de objetos de design, que tem um café e aluga também o espaço para eventos. Algumas das peças podiam ser vistas no desfile, como este lustre abaixo, que enfeitava, em duas fileiras de várias das mesmas peças penduradas no teto, o lugar onde foi montada a passarela.

Por Carolina Vasone

Duas vezes Gucci

O desfile da Gucci terminou agora, há quinze minutos. Ou melhor, os dois desfiles da Gucci, já que a grife – que abrirá loja no shopping Iguatemi – organizou duas rodadas de apresentação regadas a suco de maracujá e vodka com cointreau e suco de limão. A primeira deveria ser só para a imprensa, mas as importantes editoras de moda estavam divididas entre ambas: Suzy Menkes na primeira, Anna Wintour na segunda. As duas sessões estavam lotadas e reuniram não só compradores e jornalistas, como celebridades, caso da cantora Rihanna.

Por Carolina Vasone

Japoneses com estilo

Há muitos japoneses nas platéias dos desfiles de Milão, Nova York e Paris, cobiçado a agulhadas pelas grandes marcas, tal seu poder de compra e avidez por consumir moda com design. Em geral, eles são os que têm menos medo de experimentar formas novas, geralmente mais intelectualizadas. E verdade seja dita: quando resolvem se arrumar, dão um banho de estilo, cheio de marcas cobiçadíssimas, muitas vezes todas no mesmo look. No desfile de Roberto Cavalli, o hit eram as peças Marni, marca cult italiana que abriu o dia de desfiles pela manhã. Nossa primeira fashionista japonesa usa casaco Jean Paul Gaultier (alguém já viu mais de dois casacos Gaultier passeando pelas ruas do Brasil? Não tem jeito, eles "humilham" a gente) e bolsa Marni. Repare também nas ótimas produções das outras japonesas no fundo da foto.

A segunda fashionista vinda diretamente do Japão para os desfiles Milaneses usa vestido Miu Miu (a segunda marca da Prada, adorada pelo mundo da moda) e bolsa... Marni.

Por Carolina Vasone

O jardim de Roberto Cavalli

Eis a sala de desfiles do italianíssimo Roberto Cavalli, que apresentou sua coleção nesta quarta, uma meia hora depois das 13h (horário de Milão). A platéia foi cercada por um lindo jardim, cujo formato da poda das árvore às vezes lembrava o jardim do Palácio de Versalhes. As cadeiras eram douradas, tudo bem naquele estilo glamoroso impositivo, quase "cheguei" da grife. A imagem era muito bonita.

 

Por Carolina Vasone

Aos 19 anos, depois de três anos de carreira (ela começou aos 16 anos, e logo na primeira temporada em Paris fez vários desfiles importantes), Bruna Tenório é destaque em vários desfiles nesta temporada de Milão, entre eles Armani e Alberta Ferretti, de onde ela estava saindo na última segunda à noite (22), quando a foto abaixo foi tirada. A simpática modelo conta que teve que faltar nos dois primeiros dias de desfile porque estava fotografando o próximo catálogo da Versace. "Já virou top model, então, Bruna?", pergunta esta jornalista, seguindo um raciocínio recente meio esquisito que promove, quase que automaticamente, toda modelo que fica conhecida a "top model". "Estou no meio do caminho: nem top, nem iniciante", acredita Bruna, enquanto mentalizava seu atual cachê (que ela não quis revelar). Se o dinheiro ainda não é de top, o dia-a-dia está virando. "Eles (as marcas) normalmente já me conhecem, quase não tenho que fazer casting. Assim fica menos corrido", conta, deixando para trás os tempos de horas e horas de espera para fazer os castings.

Por Carolina Vasone
23/09/2008

Homens de paletó na Prada

No primeiro plano, Michael Roberts, editor de moda da revista "Vanity Fair", sai do desfile da Prada alinhadíssimo, charmoso com sua gravata com nó menor (é assim que se usa agora na Itália: de uns dois anos para cá os nós "gordos" típicos italianos parecem ter saído de moda), listrada horizontalmente, em vermelho e marinho, dando o toque fashion ao paletó e camisa em tons clássicos. Já o colega de Roberts optou por uma produção mais informal e também saiu-se bem, de jeans claro, paletó e camisa sem gravata.

Por Carolina Vasone | Para homens

A platéia da Prada veste...Prada

Um dos mais disputados do mundo (talvez perca em grau de exclusividade para a Balenciaga e a Comme des Garçons, em Paris), o desfile da marca italiana Prada terminou há pouco mais de uma hora aqui em Milão. Os convidados, os mais bem vestidos da semana de moda milanesa até agora, entraram, num festival de casacos, vestidos e paletós pretos, pelo portão de ferro que dava para o prédio onde a apresentação aconteceu (tudo bem, na foto abaixo há duas pessoas com roupas coloridas que acabaram se destacando...).

A platéia, selecionada entre clientes, compradores e imprensa de todo o mundo, vestia, claro, Prada. Às vezes, nos chamados "looks totais", ou seja: a mesma marca usada dos pés à cabeça. É, praticamente, o caso desta italiana, compradora da grife (ela vê o desfile e encomenda as peças que quer revender em lojas de multimarcas). Tudo da Prada, tirando o sapato (que, como num post de alguns dias atrás, ficou sem registro por problemas técnicos de falta de espaço em ambientes de moda lotados, desculpem). É da Miu Miu, segunda linha da marca de Miuccia. O destaque da produção da moça fica por conta da bela saia, usada, na "versão vestido", mais ovalada, pela assessora de imprensa da Prada para os Estados Unidos. Aliás, todo o staff da marca também estava de preto e de...Prada.

 

 

Por Carolina Vasone | Platéia
22/09/2008

Prédio do século 17 vira passarela para Alberta Ferretti

A italiana Alberta Ferretti (importante marca da Itália, embora não tão conhecida do grande público brasileiro) brindou seus convidados com, além de boas roupas (muitas franjas, belíssimas) um lindo cenário: montou uma tenda branca e transparente sob a luz dentro do Palazzo del Senato. O prédio foi construído em 1608, já foi sede do Senado e hoje abriga o arquivo do Estado de Milão. Na imagem abaixo, olhando para a parte de cima, dá para ver a construção atrás da tenda. A foto foi tirada um pouquinho antes do desfile começar. Na seguinte, no final do desfile, com um pouco de esforço, também dá para imaginar o efeito do cenário.

Por Carolina Vasone

Costanza Pascolato na Giorgio Armani

Costanza Pascolato, uma das nossas "entidades da moda", aguarda o início do desfile da marca Giorgio Armani. Como Anna Wintour, ela também é pura elegância, e aproveita até o friozinho para usar luvas, acessório tão charmoso, mas inviável num clima quente como o do Brasil. A bolsa é Chanel, marinho com forro turquesa. Se você tiver a sorte de sentar ao lado dela em algum desfile, aproveite: entre uma conversa e outra, ela dá verdadeiras aulas de moda.

 

Por Carolina Vasone | Platéia

Anna Wintour chega cedo

Anna Wintour é uma daquelas pouquíssimas "entidades da moda" que têm o poder de fazer atrasar um desfile, seja em Paris, Nova York ou aqui em Milão, à espera de sua chegada. Mas a editora de moda e diretora da Vogue América, vira e mexe, chega bem cedinho, para evitar a confusão que sempre se forma na porta de entrada, com o adiantado da hora. Cedo, para o mundo fashion, significa alguns minutos antes do horário oficial da apresentação começar, já que o atraso mínimo é de meia hora. Pois bem, eis a senhora Wintour, às 18h10, 18h15 (horário de Milão), sentada em seu lugar, na primeira fila (claro), na sala da Burberry, quase que vazia ainda. Ah, o figurino (muito chique, por sinal) incorpora o tom que parece ser um dos preferidos dos milaneses, tanto nestes primeiros desfiles para o Verão 2009 quanto nas ruas: bege.

Por Carolina Vasone

O castelo de concreto do rei Armani

Do lado de fora não dá para se ter muita noção. Mas espaço onde o desfile de Giorgio Armani aconteceu há menos de duas horas, porém, é gigantesco. Colunas de concreto enfileiradas num corredor levam a um espaço que se abre, tudo em concreto cinza, abrigando a sala de desfiles do lado direito. Banheiros enormes e brancos, páteo com jardim a ceu aberto, numa área restrita para os convidados da apresentação, tudo é suntuoso e frio no castelo de um dos reis da moda italiana Giorgio Armani. O prédio, inaugurado em 2001, foi projetado pelo arquiteto japonês Tadao Ando e abriga um teatro com capacidade para quase 700 pessoas. Na foto abaixo, o burburinho no início da tarde desta segunda, na porta de entrada para o desfile, que teve uma primeira sessão para compradores, e a segunda, com a presença da atriz Cate Blanchett na primeira fila, para a imprensa.

 

 

Por Carolina Vasone
21/09/2008

Sapato masculino

Na vitrine da loja da Prada da galeria Vittorio Emanuele 2º, olha que belo sapato masculino da nova coleção para o inverno: custa 565 euros, ou cerca de R$ 1400. O desenho é cheio de contemporaneidade, destas que não assustam os não tão arrojados, com o detalhe da abertura na parte de cima, como uma fenda que faz a diferença. O preto, embora não seja "a cor do momento" entre os sapatos, que tendem mais para os tons de marrom, com foco no caramelo, é um clássico. O preço salgado não precisa ser engolido: use como referência e procure algo neste gênero em lojas com valores mais amigos, principalmente para carteiras que acomodam reais, e não euros. A carteira também é linda, mas é de esvaziar os bolsos: lá se vão mais 350 euros.

 

Por Carolina Vasone | Vitrine

Homens com atitude

Em Milão, pelo menos em comparação ao Brasil, numa olhada geral pelas ruas e platéias de desfiles, o estilo dos homens chama mais a atenção do que o das mulheres. Enquanto nossos brasileiros apostam no despojamento total ou na sisudez conservadora dos ternos formais, os italianos encontraram um meio termo que pode ser uma ótima inspiração para "nossos" homens: um casual arrumado, sem arroubos de experimentações em cores ou formas, mas preocupado com a elegância, com vontade de mostrar atitude na hora de se vestir.

Muitas vezes a fórmula dá supercerto e o ambiente fica mais agradável, com passantes mais interessantes de se cruzar pelas ruas. Para o bem ou para o mal, camisas reinam no lugar de camisetas, paletós são quase que obrigatórios com calça social ou mesmo acompanhados de jeans. E os sapatos italianos aparecem com seus bicos afunilados, tanto com alfaiataria quanto com um jeans, numa classuda opção aos tênis e sapatênis, mantendo um ar refinado numa produção esportiva.

Nem todos os italianos, claro, se vestem assim: há os tipos das camisas abertas com peito à mostra, calças justas e camisetas coladas com logos de grifes famosas bordados no peito. Por pura casualidade ou não, eles representaram minoria nos últimos dias de andanças desta jornalista por Milão.

Pelo bom comportamento de estilo dos homens italianos e pela tradição e qualidade inegáveis de acessórios e roupas masculinas "made in Italy", este blog inaugurou uma seção só dedicada a mostrar e comentar, ainda que o foco da semana de moda sejam as mulheres, o universo da moda masculina. Aguarde mais novidades.

Por Carolina Vasone | Para homens

Acaba o segundo dia de desfiles

Desconhecida do público brasileiro mas aplaudidíssima pelos italianos, a marca Roberto Musso fechou, fora da sede oficial e há cerca de uma hora, o segundo dia de desfiles da Semana de Moda de Milão, numa sala de dimensões modestas . Os fashionistas, aliás, começaram a bater perna pela cidade em busca do próximo desfile desde às 16h (horário de Milão, em Brasília, menos cinco horas, ou 11h), para quando estava marcada a primeira apresentação da Emporio Armani, segunda grife da Armani. É que aqui em Milão, algumas grifes fazem dois desfiles, um em seguida do outro, por questões comerciais e de quantidade de convidados: geralmente uma é para a imprensa, outra para os compradores. Embora os italianos tenham se empolgado (na Itália, ao contrário de Paris ou mesmo de São Paulo, o público costuma bater palmas sempre, não apenas quando entra um grande look, mas durante vários momentos da apresentação), a coleção de Musso apresentou vestidos e calças bem convencionais, com ênfase nas cores e nas estampas feitas à mão, de flores estilizadas ou riscos formando espécies de quadrados. Esta última parece ter sido a parte referente à inspiração a Mark Rothko, importante pintor americano de origem russa (1930-1970), citado como uma das referências da coleção (veja a imagem de um dos quadros de Rothko, que está no MOMA, de NY). As roupas, porém, são leves, frescas e superficiais, totalmente diferentes da intensidade e dramaticidade do artista.  

Por Carolina Vasone

Platéia masculina

Primeira fila de desfile de moda praia italiana, da marca Físico, no final da manhã deste domingo (21). Andrea Bassi, organizador de eventos, é exemplo bem acabado do estilo casual alinhado do homem italiano: toque esportivo mas arrumado no jeans preto, neste caso, da Diesel (muitos italianos, porém, gostam de usar calça social no dia-a-dia), sapato preto de bico fino Gucci (que, infelizmente, não apareceu na foto; este arremedo de fotógrafa que vos escreve não conseguiu distância o suficiente, no final do desfile cheio de gente) e o paletó, vejam só, feito à mão pelo alfaiate do moço. Chique.

Por Carolina Vasone | Platéia

Primeira Prada do mundo

A primeira loja da Prada, no mundo, claro, foi aberta na Itália, terra natal desta que é provavelmente a marca de alta moda com as roupas mais copiadas do planeta (diz a lenda e à boca pequena fashionista que as peças da Prada chegam antes na loja da Zara do que na própria Prada, tal é a velocidade de assimilação da "referência" pela fast fashion espanhola). Pois bem. Sendo Milão a capital da moda italiana, aqui foi aberta a primeira loja da Prada, em 1913. Num prédio antigo, na linda galeria Vittorio Emanuele 2º (considerada o "primeiro shopping do mundo" tem tedo de vidro, arqueado, e abriga outras marcas de luxo como Gucci), o endereço começou sua carreira na moda vendendo artigos de couro, um dos pontos fortes da grife até hoje. Com pé direito alto, a loja tem dois andares: no primeiro ficam os acessórios tanto femininos quanto masculinos. Descendo uma escada quase escondida, se abre um grande salão onde ficam mais bolsas e sapatos, além das coleções de roupas femininas e masculinas. Na última sexta (19), no final da tarde, antes da semana de moda começar, havia até duas modelos que desfilavam os modelos de renda tão comentados da coleção atual para o Inverno 2008-09 europeu. Um brinde para os clientes, por conta da fashion week de Milão, explicou uma vendedora.

Sem loja no Brasil (a Prada tem apenas um espaço dentro da Daslu, em São Paulo), a visita ao endereço milanês é interessante também para ver de perto a moda da grife, e ter uma idéia melhor do "conjunto da obra" da coleção. Estão lá as bolsas forradas com renda (1300 euros), os sapatos de verniz com babados no salto, as sapatilhas clássicas, as botas baixas e altas (sapatos, em geral, vão 350 euros a 850 euros). E os lindos rendados macramês, que fazem qualquer mulher brasileira que torcia o nariz para as blusinhas ou sainhas de renda às vezes muito regionais, feitas em vários cantos do Brasil, repensar seus conceitos sobre este trabalho artesanal. Principalmente se vier num modelo criado por Miuccia (Prada, a estilista).

Por Carolina Vasone
20/09/2008

Versão milanesa da Bienal



Começou. Neste sábado (20), quase meio-dia, com atraso de 45 minutos, a marca italiana Elena Miro, para moças que vestem acima do número 44, deu a largada oficial da Semana de Moda de Milão. Ou, como os italianos dizem por aqui, a "Milano Moda Donna". Muitos dos desfiles importantes acontecem em endereços espalhados pela cidade, mas os fashionistas também têm um "QG" com salas de desfiles, lounges (da Mercedes Benz, do grupo editorial Condé Nast, que publica Vogue e Vanity Fair, entre outros) e algumas exposições. As colunas curvas, forradas de tecido branco, até fazem lembrar uma "versão milanesa" da Bienal. Verdade seja dita, o nosso prédio projetato por Niemeyer, no meio de um parque (aqui a semana de moda fica dentro de um centro de convenções), emprestado sazonalmente para os assuntos de moda, é muito mais charmoso... Dê uma olhada na foto acima e compare.

Por Carolina Vasone

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